Crônicas escritas por Lucas Furtado

Lucas Furtado tem sotaque (dizem!) pernambucano, porém sua família vem viajando já há algumas gerações, portanto se considera brasileiro. Formou-se em Física pela Universidade Federal de Pernambuco, contudo sempre foi interessado por assuntos das mais diversas esferas de conhecimento: física, matemática, biologia, música, história, artes plásticas, literatura, etc. Desta maneira iniciou sua vida de pesquisador na área de Mecânica Estatística aplicada à Psicofísica. Um dia resolveu aprender mais sobre o mundo fora dos laboratórios e partiu em busca de algo que o proporcionasse uma nova visão do mundo. Encontrou na indústria do Petróleo um ambiente desafiador e questionador. Foi assim que, em um belo dia, partiu de Recife para descobrir um pouco mais dos caminhos deste imenso território brasileiro. Primeiro aportou no Rio de Janeiro, mas não parou por aí: seguiu para Sergipe, Bahia, Rio Grande do Norte, Amazonas, Paraíba, Ceará, Alagoas e Espírito Santo. Trabalhando em tantas florestas, brejos e sertões foi descobrindo inspiração nas paisagens e no esforço diário de colegas de trabalho e de pessoas extraordinárias que teve o prazer de conhecer ao longo do caminho. Aprendeu coisas mais profundas e importantes do que teoremas e leis naturais: a vontade e disposição em ajudar, servir e descobrir é que move o mundo! No Sertão descobriu o valor e o significado das palavras “ajuda”, “comunidade” e “servir”. Tantos “Joãos” e “Mariasque, a despeito do sofrimento diário, sempre o receberam com um simbólico copo de alumínio com água do filtro de barro embrulhado em sorrisos e abraços de “seja bem-vindo” foram seus professores. Atualmente divide o tempo entre viagens para amenizar a saudade da família, o trabalho de Geofísico, seu mestrado em Economia na Fundação Getúlio Vargas (EPGE/FGV), conversas com amigos e o prazer pela escrita.

 

Publicou seu primeiro livro intitulado “Aquele Caminho” em 2014 pela Editora Bagaço.