E quando ele ri, parece o Pateta, no sentido engraçado e fofinho da coisa (Iac).

E quando fala, parece o Confúcio, no sentido sábio e paciente também da coisa.

E quando explica parece Einstein, no sentido e direção inteligente da coisa.

E todos os filósofos tem ciúmes ou inveja dele, menos os que ainda não nasceram. E só por isso, porque não nasceram ainda.

Mas quando dá um abraço, parece Gigi, o ursinho de pelúcia que deu para meu sobrinho quando ele nasceu.

Mas quando dá um cafuné é igualzinho a vovó, a melhor cafuneseira do mundo.

E quando liga, parece um bombeiro que chega sempre na hora certa para apagar algum incêndio.

Porque, um certo dia, ele me ligou, deu “oi”, falou “Não deixe que ninguém te faça triste, viu?” e desligou o telefone.

Quando desliga, parece um bom pensamento, porque sempre fica mais um pouco.

Quando come, parece minha sobrinha, no sentido que se mela todo quando pega o caranguejo com a mão.

Porque foi assim, também, que me ensinou a comer caranguejo.

E poderia continuar por mais mil páginas dizendo com o que ele se parece.

Mas prefiro parar por aqui, pois já deu para entender que ele se trata de um mundo em forma de carinho.

Este texto vai para painho.

pateta