Eu odeio escrever “conseqüência” sem o trema.

Toalha na cama me deixa irritado.

Molho a escova de dente antes de passar a pasta mesmo sem saber o porquê.

Primeiro o sal na salada, depois o azeite. Depois picoto tudo.

Deito na cama à noite olhando para a esquerda e, imediatamente, viro-me completamente para a direita.

Não passo por debaixo de escadas, dá azar.

Primeiro como os doces do prato, depois os salgados. Isso nunca dá certo em festas.

Deixo um último pedaço de carne para comer no final da refeição encharcado de molho. A estratégia é usar este naco como rodo de chão no prato.

Coloco o açúcar (se minha nutricionista estiver lendo isto, quero deixar claro que é adoçante) na xicara antes de por o café. E o leite sempre vai por último, a não ser que seja em pó. Neste caso vem antes do açúcar.

Não saio de bermuda a noite. Nem de chinelo. Costumo sofer no verão.

Sempre tento logar no meu email sem senha quando uso ele em um computador de outra pessoa. Só para ver se o danado do Navegador gravou a senha.

Olho pros lados antes de tirar dinheiro no caixa eletrônico. Mesmo quando estou sozinho.

Uso relógio no braço direito. E não tem quem me faça mudar.

Faço três pedidos quando entro em uma igreja pela primeira vez. E, quase sempre, peço as mesmas coisas.

Bato na madeira quando alguém fala besteira. Toc-Toc.

Não consigo ver pênaltis. Aliás, nem gosto de futebol. Mas pênaltis sempre me deixam tenso.

Quando chego do bar a noite em casa, bebo um litro de água, engulo um remédio para dor de cabeça e tomo um banho. Nesta ordem.

Sempre como a Gema antes da Clara.

Se alguém comer o primeiro biscoito do seu pacote, rouba sua namorada.

Coço a cabeça quando estou com uma dúvida. E assoo o nariz quando encontro a solução.

Peixe com feijão é estranho. Mas feijoada de peixe é uma delícia.

Só corto a unha depois de tomar banho.

Deixo a unha encravar um pouquinho só para sentir aquela dorzinha gostosa. Mas sempre me arrependo disso.

Levo mais tempo tentando cortar a unha do dedinho do pé do que de todos os demais dedos.

Odeio ver televisão, mas se alguém ligá-la perto de mim, não consigo parar de prestar atenção.

Prefiro escutar rádio no carro do que CD (fita k7!). É como se desse uma pitada de aleatoriedade na vida.

Falando em carro, costumo me perder três vezes antes de aprender o caminho.

Sempre esqueço se fechei a porta do carro. Apesar de nunca ter realmente esquecido de fechá-lo.

Preciso falar as coisas em voz alta ou corro o sério risco de esquecer.

Prefiro Cajuína à Coca-Cola. Mas quando não tem refrigerante gelado, bebo Fanta mesmo.

Sempre me despeço com um beijo e um abraço no aeroporto. O contrário nunca.

Nunca entendi o porquê das pessoas adorarem estourar plástico-bolha. Acho um saco.

Repassei todas as correntes de e-mail que recebi até os 16 anos, pois tinha medo que a profecia se realizasse. Continuo com medo, porém não abro mais as mensagens.

Seguro o folego para tirar uma foto. É isso mesmo, e daí?

Bolo de chocolate, coxinha e empada continuam me fazendo feliz em festas de uma maneira que whisky e canapés nunca farão.

Odeio caneta Bic sem tampa.

Odeio mais ainda caneta Bic sem aquele pitoco que avisa a cor dela. Mas se tem algo que me tira do sério é quando trocam o pitoco só de sacanagem.

Parar mim é impossível ler a letra de uma música, sempre canto. Em voz alta fica muito ridículo.

Apenas despejo o feijão no prato depois de erguer a grande muralha de arroz.

Só comecei a gostar de melão depois dos 30 anos.

Já quis ser piloto de avião. Na verdade, ainda quero.

Não tem que me faça entrar na Casa do Terror nos Parques de Diversão. E tenho medo de Roda Gigante.

Sempre deixo a borda do bolo por último.

Papo de regime me deixa de saco cheio e, quando fico de saco cheio, sinto fome.

Termino todo livro que começo a ler, mesmo que seja chato.

 

 

E dizem que com o tempo, só piora.

 

manias