“Diga para ele escrever com mais freqüência, que já entrei hoje e não tinha texto novo.”
Não te conheço.
Mas já gostei de você.
Não, não… não foi pelo elogio implícito que me fez.
Tá bom, tá bom… eu gosto de um elogio. Gosto de chocolate amargo (ou crocante, ou com amendoim), gosto de ganhar presente, gosto de acordar cedo (só não gosto de sair da cama…), de não precisar de carro para trabalhar, de viajar e de um tanto de outras coisas também.
Mas, definitivamente, não foi pelo elogio implícito que você me fez. Não desta vez.
Foi pela autoridade com a qual falou. Foi por isso que gostei.
Praticamente ordenou. Ordenou com carinho. 
De repente a ordem foi um pouco amenizada por quem me mandou o recado. Nunca saberemos.
Parece que você gostou do que leu. Engraçado. Essa semana me falaram um adjetivo um pouco negativo para o texto. Hoje veio a sua ordem. Sua ordem-elogio.
Gostaria de obedecer, mas é meio que independente de mim. Tem que vir inspiração para refletir e ter tempo para escrever.
Deixa eu te falar uma coisa: toda semana eu fico aperriado procurando uma inspiração.
A danada, às vezes, vem cedo. Mas outras vezes chega atrasada, de última hora, só para me deixar nervoso. Tipo aquela menstruação irregular da primeira namorada.
Mas, hoje você foi uma exceção.
Obrigado pela inspiração.
O tempo? Pode deixar, eu arrumei.
Também arrumei outra palavra para não falar “elogio”.
Ao invés de “elogio”, vou soletrar “motivação”.