Não sofra sozinho,
     
     a dor é sempre intensificada pela aspereza da solidão.


Não sofra sozinho
    
     os olhos, secos, não enxergam o amigo


Não sofra sozinho

      quem sabe já existe uma resposta?


Não sofra sozinho

      parece tão simples


Não sofra sozinho

      parece tão distante


Não sofra sozinho

      tantas pessoas para escutar


Não sofra sozinho

      os ouvidos amigos querem te escutar


Não sofra sozinho

      a felicidade é sempre multiplicada quando dividida em conjunto




As vezes uma pequena frase causa o efeito que grandes tomos juntos não consegue. Por ser pequena, ela já possui uma vantagem:  facilmente guardada na memória. Martelando a memória. Esta frase ” Não sofra sozinho” ficou martelando por 3h até conseguir escrevê-la. Até estar pronta para sair da forma e ganhar, multiplicar, expandir-se pelo mundo.

Ou pelas linhas.

Mas expandir-se.

Deixar de ser uma frase sozinha e virar parte de um todo, de um texto.

Desta forma, ela ganha mais significado, se define melhor, deixar de ser interpretada como um ser único, uma única expressão no meio do nada. Ganha vida, ganha conectivos, ganha mais significados.

Ganha mais carinho. “Não sofra sozinho”, até fica mais simpática, meio que como aqueles cachorros feios, de tão feios que ficam engraçadinhos. E de tão engraçadinhos chegam a conquistar. A frase conquistou. “Não sofra sozinho”. Parece até bonita olhando agora. Agora que ganhou mais significado. Diria até “recheio”. Recheio bom, daqueles que, ao mordemos, escorrem pelo lado e são capturados entre os dedos para encontrar seu destino.

Não sofra sozinho, há muito recheio.


Propaganda de croassaint?


Acho que não…

de companhia.